Fernando’s posterous

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braziu

 

Uma vitória da ficção.

Certo está Juca Kfouri. Pequeno trecho que saiu na Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u632502.shtml):

"Nós vamos cobrar todas as promessas e vamos ficar chupando o dedo enquanto eles não cumprem como não cumpriram no Pan em 2007. Daqui a pouco vai começar a realidade e aí muitos dos que estão festejando vão começar a chiar" [...]

Consta que o projeto olímpico brasileiro é o mais caro: 13 bião de dólares. Mas vamos arredondar para baixo, para dar 25 bilhões, para fazer umas continhas. Me corrijam nas contas por favor -- não quero parecer ser do contra, porque no fundo não sou contra a decisão de ter jogos olímpicos em Pindorama. Só sou contra em 2009, quando estamos ensaiando uma saída do atoleiro (não saímos, não temos saída em vista e o povo ainda é majoritariamente pobre e semi-alfabetizado).

Reitero: me corrijam se minhas contas estiverem erradas:

- Uma cirurgia de ponte de safena, calculo, deva custar 20 mil reais. Então temos 1.250.000 cirurgias a menos. Hoje em dia, problemas do coração são o que mais mata no país, junto com o trânsito.
- Saca aquele computador XO, que queriam dar para todos os alunos? A R$ 500 cada, dá para comprar 50 milhões.
- Uma escola (sem contar custos de manutenção, que aumentam ao longo do tempo) custaria uns 30 milhões, assim, por baixo. Penso em escolas municipais, na periferia, que é onde o povo precisa. 30 milhões cada, e temos 833 escolas a menos. Faz falta.
- Uns tempos atrás, aquele coquetel para conter o HIV custava uns 300 reais. Seriam 83.333.333 (vixe, Python) tratamentos a menos. Tragédia humanitária, se pensarmos na dengue, na febre amarela, gripes, essas coisas que na hora todo mundo sente o aperto.
- Calculam em nove bilhões o trem São Leopoldo - NH. Imagino que esteja superfaturado. Por isso, daria então para fazer todo o trajeto de trem até quase Gramado, o que retornaria para os cofres -- em alguns anos, em desenvolvimento das regiões -- bem mais que 25 bilhões.
- O salário de um professor varia bastante. Digamos então que ganhe 1000 reais por mês (é, eles ganham pouco, sabe como é, nunca tem dinheiro para pagar os professores. Pro carnaval, festas, viagens presidenciais, paradas em feriados, pans e afins sempre tem). Então, daria para pagar 1.923.076 anos-professor (salários por ano, bruto). Pagando a vida inteira (inclusive a aposentadoria) dum professor, daria uns 38.461 professores a menos na rede pública.
- 83.333.333 porções de 300 reais, que é suficiente para comer o básico num mês (minha experiência numa família de 4 pessoas). Comida acaba logo, não resolve o problema da pobreza abjeta, então "cestas básicas" não parecem um bom investimento.
- Não consigo imaginar quantos km de ciclovias e ciclofaixas poderiam ser criadas, desafogando o trânsito assassino do Brasil.

Eu preferiria gastar esse dinheiro com welfare. E isso que não sou 100% a favor a welfare. Pode ser que isso traga um boom de desenvolvimento -- por causa do turismo, por causa de um novo Rio de Janeiro, todas essas coisas. Olhando a história recente, não vai acontecer. Vai ficar na conversa.

Imagino que, como o Pan (que ultrapassou mais de 500% o valor original) a aventura olímpica seja superfaturada. Então multiplique pelo fator que quiser e tire suas conclusões.

O erário brasileiro arrecada, obviamente, muito mais dinheiro que isso. Muito, mas muito mais. Muito mais mesmo. É um pingo na arrecadação, se formos parar para pensar. Não é um pingo se observarmos o que o governo gastou para abafar essa crise (que veio, influenciou o Brasil mas ninguém notou porque estamos basicamente 'queimando gordura' e apostando no fim da crise).

A arrecadação diminui a cada ano (porque o cenário não está tão bom quanto se prega, entre outros fatores) segundo os últimos anos, então o dinheiro fará falta. Dinheiro sempre faz falta, principalmente porque sai do bolso de todo mundo, todos os dias, independente do que fizermos.

Quanto aos jogos em si, me pergunto a relevância. Não consigo encontrá-la; mas isso é porque nunca gostei muito de circo, então nesse caso o problema sou eu.

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Como dirigem os habitantes do Vale (e arredores)

Tentarei em poucas palavras descrever como os "motoristas" (ênfase dupla nas aspas) do Vale dos Sinos e arredores dirigem. Pesquisa empírica, viu?

 - Porto Alegre: movimentos bruscos, a lei é como se não existisse para eles. Não existe pisca-alerta. Muita pressa para chegar a lugar nenhum.
- Canoas: Fittipaldis, Sennas e Piquets, tentam sempre o próximo recorde.
- Sapucaia: os carros velhos atrapalham. Muito.
- São Leopoldo: sempre descobrem uma pista a mais na pista atual. Se não descobrem apelam pro acostamento. São vingativos. Alguns andam armados.
- Campo Bom: se percebem que estão sendo seguidos, tentam te atrapalhar ao máximo. Cortadas, freadas bruscas, má educação em geral. Quando ultrapassados, tomam como ofensa à honra e tentam recuperar o posto a todo custo.
- Sapiranga: não reconhecem os limites da estrada, já que quase não há ruas regulares na própria cidade onde vivem. Mestres em cortar e "chegar primeiro".
- Ivoti: parecem sob efeito de algum alucinógeno. Totalmente imprevisíveis.
- Gramado: querem te atropelar com os carro$, porque consideram todos os outros motoristas inferiores sócio, econômica e moralmente. Só olham para a frente, ignoram os lados. Fazem "carão".
- Taquara: delinqüentes ao volante. Uma mistura de capilés com canoenses. Não andam armados, mas têm arma em casa e são "entusiastas".
- Dois Irmãos: como Ivoti, mas costumam frear bruscamente com mais freqüência. Juro que ainda tento entender por quê.
- Nova Hartz: se não for um trator ou coisa assim, parabéns! Encontraste um "motorista" de Nova Hartz. Ligeirinhos esses.
- Três Coroas: nem parece que têm na cidade um templo budista. Apressadinhos.
- Novo Hamburgo: dublês do JackAss, sempre tentando fazer uma coisa impossível com o carro. Muitas vezes conseguem.
- Estância Velha: estão sempre indo para Estância Velha.

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"não caiam nessa de que a eleição eletrônica é passível de fraude"

No BR-Linux (que eu ainda insisto em ler de vez em quando, embora não
deveria) vi um comentário bem chapa-branca sobre a votação eletrônica.
Leia o comentário aqui, nem vou linkar ao original porque a NUVEM pode
desaparecer com ele.

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 Alguns fatos para ajudar a amenizar a paranóia das pessoas:

 1 – A urna não tem conexão NENHUMA com nada além de um teclado com
visor colocado para o mesário liberar a urna para aquele título
eleitoral (o eleitor) votar. A “exportação” dos dados para apuração é
feita através de meio magnético, gravado com criptografia. Uma estação
recebe os meios magnéticos e repassa o arquivo (sem remover a
criptografia) para o TRE mais próximo;

 2 – Os programas da urna são assinados digitalmente na presença de
fiscais de partidos e outros interessados. Se desconfiar de algo, peça
para conferir a assinatura digital dos programas;

 3 – Interceptar os dados transmitidos não ajudará muito se você não
tiver o certificado digital privativo (e a sua senha) que é necessário
para descriptografar o pacote exportado da urna (que é apenas o mesmo
boletim eletrônico emitido em papel, em forma pronta para ser
abosrvido pela apuração, criptografado com o certificado público
daquela eleição). É efeito de usar PKI gente, se você conseguir
quebrar os certificados digitais da Verisign, ICP Brasil e outros,
está no bom caminho para conseguir tentar quebrar o do TSE (não, o
ataque de personificação de certificado por conta de colisão de MD5
não funciona, a chave criptográfica não pode ser atacada assim).
Imagino que esse certificado e sua senha devem ficar MUITO bem
guardados;

 4 – Se você tentar trocar o cartão que contém os programas da urna,
violará o lacre (daqueles que se fragmentam) e a urna não será
contabilizada. E, claro, você será preso por ter violado a urna;

 5 – Os programas das urnas são os mesmos, independentemente do local.
O que mudam são os dados de candidatos que podem ser votados (e suas
fotos) e eleitores autorizados a votar. Se achar que estão tentando
algo, peça para comparar os programas de alguma cidade do interior de
um estado (onde seja possível apurar com mais facilidade se houve
alguma distorção) com os de alguma capital de outro estado onde seria
mais fácil diluir mudanças de votos entre muitas urnas. Se os
programas forem diferentes, com certeza anularão TODA a eleição;

 Então, face ao exposto acima, não caiam nessa de que a eleição
eletrônica é passível de fraude. Papel é muito mais fácil de fraudar.
Não digo que é impossível, mas absurdamente difícil, a ponto de não
ser viável técnica e economicamente.

 Flávio

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Note bem essas frases:

 "Os programas das urnas são os mesmos, independentemente do local."
"Se achar que estão tentando algo, peça para comparar os programas de
alguma cidade do interior de um estado (onde seja possível apurar com
mais facilidade se houve alguma distorção) com os de alguma capital de
outro estado" direito em certos rincõe$ do paí$.
"com certeza anularão TODA a eleição;" de certas pessoas no controle da situação.
"não caiam nessa de que a eleição eletrônica é passível de fraude" "Não digo que é impossível, mas absurdamente difícil," "weasel phrase", bem naquelas estilo "não sou racista mas...".

 Mas tudo bem, não se preocupem com o cara atrás da cortina. Nem com o
dinheiro para comprar aviões, submarinos, etc. -- afinal, já somos uma
potência e não precisamos desse dinheiro para coisas mais essenciais e
urgentes.

 Não se preocupem, o Grande Sindicalista cuida de ti.

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Sobre a guerra da Record x Globo

Não vou falar nada. Pra variar, porque todo mundo tem opinião para tudo.

 Principalmente quando é opinião paga.

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Uma que outra foto de SP.

Visitei o mundo em SP. Algumas fotos para quem possa interessar.

  
Eis a primeira palavra que aprendi a ler. Viva a semiótica.

Abaixo, a Rua Proibida mais freqüentada da capital. Prejudicou meu sono, mas o apart-hotel era excelente. Senti falta de trazer meu joystick de PS2/PC, porque tinha um disco de Tie Fighter no CD-ROM do laptop que eu levei! Assim as noites teriam parecido menos barulhentas.

Luxo e o$tentação. Roupas que na real são fabricadas a R$ 15 mas vêm com dois zeros depois.

O mais fantástico (IMHO) de se ir na Liberdade é achar imprensa com línguas que não se entende, por não utilizarem o alfabeto latino ou cirílico. Talvez foi a única vez que me senti fora do país, porque a arquitetura "apartamento-impossivelmente-caro" e "geometria-mais-cara-por-metro-quadrado" (talvez também o inconfundível estilo "centro-abandonado-cheio-de-mendigos") já está espalhada pelo país; não há nada de muito original.
 
Ironia das ironias, comprei um dicionário de alemão por ali, numa Saraiva qualquer.

Provavelmente o lugar mais tranqüilo da cidade (Idichienópolis). O legal é que o guardinha não sabia explicar o que era (no, really). O taxista, então, achou que eu iria encontrar "muitos da minha religião por ali" (sic).

Street art (mais conhecido por desenfeiamento, ou vagabundagem, ou arte-de-rua, whatever) em abundância. No caso de estruturas cinzas e sem-graça, apoio veementemente o uso de figurinhas sem sentido. Se o prédio é bonito é bandidagem.

Trânsito amigo. Nem é tão irônico: bateram no nosso carro em Torres (RS).

Um dos meus sonhos era visitar o Largo do Arouche e entrar nas AROUCHE TOWERS. Não aconteceu.

Na volta, uma parada por Joinville (aka "Chuville"). Embora essa foto seja a da "ida", a volta estava igual. Precisava de um descanso do extremo geometrismo da capital de facto do Brasil. E eu adoro moinhos.

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E-mail engraçado que recebi.

Veja só um trechinho (adendos meus em colchetes):
 
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Prezado internauta [ Os anos 90 estão chamando FORTE ],
 
Observamos que você utilizou as redes sociais para relatar sua experiência com produtos e serviços. [ De que jeito? Stalking? ] Por conta disso, tomamos a liberdade [ SPAM ] de convidá-lo para participar do primeiro grande estudo sobre os hábitos dos internautas brasileiros. [ Que mentira. Não é o primeiro estudo. ] O estudo vai ajudar as empresas em todo o Brasil a compreender melhor a importância de se usar este canal de comunicação [ Qual? A Internet? A 'rede social' em que vocês me 'observaram'? ] para se comunicar e se relacionar com consumidores como você.
 
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No rodapé, o sufixo safado:
 
 
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E-mail enviado de acordo com regras de Boas Maneiras em e-mail marketing da ABEMD: http://www.abemd.org.br/AutoRegulamentacao/BoasManeiras.aspx
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Porcaria nenhuma. É SPAM do mais grosseiro. Note as premissas safadas do documento de "boas maneiras":
 
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Opt in.
O primeiro recebimento é muito importante, porque marca o início da relação. É preciso ter permissão para prosseguir o relacionamento, por meio do opt in do receptor, tanto quando ele procura como quando é procurado. [ Coisa que não houve ]
Quando é a pessoa quem procura a empresa, o campo onde é feita a opção pelo recebimento da mensagem deve estar visível e com descrição clara do produto ou serviço oferecido.
Quando é a empresa quem procura a pessoa, [ id est, SPAM ] tratando-se do primeiro contato deve-se informar como foi possível chegar a ela, [ não aconteceu ] explicitar o produto ou serviço oferecido [ não aconteceu ] e apresentar de forma visível a alternativa opt in. Se a pessoa não responder o e-mail com essa alternativa assinalada, deve-se entender que não deseja receber novas mensagens. [ não acontecerá ]
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Se isso não é a definição perfeita (com carinha de inocente, inclusive) de SPAM não sei o que é.
 
 
Saudades do "museu do SPAM".

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