Eu queria evitar de ter que refutar alguns pontos desse artigo de opinião, mas ficou difícil. É tanta bobagem que só seguindo o fluxo do texto e colocando algumas convenções, pra não ficar redundante.
Primeiro que vi o link aqui (
http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/07/28/jorge-furtado-as-falsas-razoes-c... ), que na verdade pegou do tal "viomundo". Embora seja cometer um "ad hominem" tentar desqualificar o artigo por ter passado (ou ter sido postado) no site do Azenha, eu vou cometer o ad hominem sim: credibilidade precária, como se fosse um artigo do MSM, por exemplo (a mim não interessam os sinais, apenas interessa que haja interesses muito loucos por trás).
Em certos momentos vou colocar uma legenda, pra tentar resumir o texto e evitar redundâncias (embora seja difícil). Explicito-a antes:
[1] Intolerância quanto às escolhas de outrem.
[2] Justiça relativista: quando condena adversários é correto, quando é pro nosso lado "nada foi comprovado".
[3] Ódio à imprensa.
[4] Contradição forte, talvez no mesmo texto.
[5] Cara-de-pau desmedida.
[6] Não entendo nada de economia.
[8] Collor, Sarney, Renan, Temer, et caterva.
[9] "Brasil foi inventado em 2003" feelings.
[10] "Caminhando e andando" feelings.
[11] Mensalão feelings. AKA "Paulo Betti" feelings.
O item [7] eu cortei, porque não precisava.
Um disclaimer antes. Não vou votar em ninguém, como tenho feito nas últimas décadas. O motivo é simples: ninguém me representa; nem de longe. O tipo de sociedade que eu aprovaria é muito diferente daquilo que os mandatários projetaram (e projetarão).
Pra mim o pior ponto -- que supera qualquer outro que possa ser argumentado -- é que a Dilma (o PT, na verdade, no qual ela só é o fantoche da vez) pretende regulamentar meu trabalho, criando um absurdo inédito. Com possibilidade de afundar de vez o mercado de software no Brasil -- que já é fragilizado o bastante por ainda manter a mentalidade 'reserva de mercado'.
Embora haja esse "disclaimer", vão tentar me colocar no fla-flu da vez, como sempre. Vão carpir.
> Por Jorge Furtado
> Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma,
> um ou outro até diz que vai votar no Serra.
> Espero que sigam sendo meus amigos.
[1]
Que coisa feia, escolher um partido pra votar. Aqui parece que temos uma situação estilo passivo-agressivo: 'não me responsabilizo pela indignação alheia'. Não sei, mas se o cidadão realmente tiver amigos, eles vão entender a opção política do 'amigo' e seguirão em frente. Senão não eram amigos.
> Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.
[4]
Contanto que seja votando no PT, tudo bem.
Política supõe conflitos, mas AI de quem sugere alternância no poder, como ele tenta desencorajar abaixo.
> Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos
> para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter
> conservador.
[10]
Bons argumentos até há, mas o autor não concorda com eles. É diferente. O que se implica é que conservadorismo é intrinsecamente ruim. É como o tiozinho que não vota em hipótese nenhuma em ninguém à esquerda porque, ora bolas, comem criancinhas. Clube da Tautologia Mental.
> Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula,
[8][3]
> com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista,
Vargas, Médici, JK, Dom Pedro II. Exceto o JK e o Lula, todos os outros eram ditadores. Todos amados pelo povo. Não é coincidência, é "método", como adoram dizer.
> a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)
Chegaremos lá, mas por enquanto [6].
> Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa,
[3]
> uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida,
Decidam-se. PQP, DECIDAM-SE.
Se a Dilma -- que como comunista, provavelmente é atéia -- virou católica, não é exatamente a igreja mais flexível do universo. Aliás, pelas posições da Marina, está parecendo o contrário, se compararmos com o Serra (que até onde entendo é católico também).
> o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo
> comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos
> homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as
> células tronco.
Nos últimos 8 anos (desde o Descobrimento do Brasil, viva-viva, em 2003), avançamos horrores na descriminalização do aborto, né? Ok.
> 1. “Alternância no poder é bom”.
> Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha,
Fidel Castro feelings. A alternância no poder também faz parte da democracia, sim senhor. Não implica que deva acontecer de 4 em 4 anos, nem de 8 em 8 anos.
> Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza.
Aqui se faz um pulo de lógica mais longo que um ano-luz. O que se está tentando implicar é que a escolha de qualquer outro partido que não seja o PT significa a recessão, o desemprego, o "arrocho salarial" (sabe-se lá o que significa isso num governo que também o pratica, mas prefere se referir a isso só quando são 'os outros'), e concentração de riqueza.
Aliás, dado os programas de governo dos três candidados majoritários, não há escolha: é o mesmo modelo, com diferenças bem pontuais. E dada a história, em termos de política econômica, estamos vivendo a ideologia Ciro-Itamar-FHCiana há mais de 16 anos.
> Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.
A reeleição, ao meu ver (e não estou sozinho, mas não importa) é um câncer. Voltando ao assunto (porque isso não importa agora), o que se tenta implicar é que só há dois partidos no país. Embora haja mais partidos, não há nem escolha. Então falsas mesmo são as premissas aqui.
> 2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.
[10]
> Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas.
Então pode ocorrer que as duas convirjam, se são relativas. Pode ocorrer também que o que antes era considerado conservador, seja progressivo, e o contrário também. Ou nesse caso o relativismo não vale?
> A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos.
[10][5]
> As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias.
Em parte é verdade. Veja que se analisarmos até mesmo a candidatura dos DEMOS vemos coisas assim (óbvio que nem todas). São de esquerda então eles, né?
> O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável.
[5][11]
> A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo.
Se for o PT, tudo bem.
> José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida
no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos
de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia,
Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur
Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia
Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não
falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia
ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.
Se não for o PT, é péssimo. É "extrema-direita", daí. UI, CHE GUEVARA!
[10]
Não sei até que ponto esse pessoal é mais serrista do que propriamente anti-PT. Mas enfim, pra um sistema "complexo" até que ficou preto-no-branco nesse parágrafo, né?
> 3. “Dilma não é simpática”.
> Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.
[8][5][4]
Embora o autor tenha completa razão no ponto em si (simpatia que se dane, a pessoa tem que governar), se o argumento é precário significa que coisas como "é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra" entra na tautologia também.
Ou será que esse relativo vira absoluto se for ele também? Pois então.
Como sempre acontece perto das eleições, tenta-se humanizar (ou mesmo "popularizar") certas "features" do candidato. Está sendo assim com o Serra, está sendo assim com a Marina (em termos de posições políticas, não necessariamente no aspecto da simpatia), e principalmente com a Dilma.
Ah, principalmente com a Dilma, e não tem muita razão de negar. Penteado novo, hipermaquiagem, Dilma-móvel, 'personal twitter', entrevistinhas fajutas, etc. -- que diferença daquela época em que ela devolvia para as repórteres no início das respostas um "minha filha/querida" com aquela condescendência que todo alto burocrata tem. O youtube está aí pra provar.
> 4. “Dilma não tem experiência”.
> Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado,
OK
> foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil,
Apagão feelings
> fez parte do conselho da Petrobras,
Cabidão feelings
> gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC,
[9][6][5] LOL feelings
> dos programas de habitação popular
WAT?
> e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.
[4]
Subjetivo por definição. A minha avaliação seria regular (como quase todos os presidentes até agora: simplesmente medíocres. A diferença é a máquina de propaganda quase incessante e de gastos recordes que este governo tem).
> 5. “Dilma foi terrorista”.
> Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”.
[2]
> Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar,
[10]
Adoro esse lance de "resistência à ditadura".
Se for resistência contra o regime na forma de combates contra os soldados, tentativa de tomada do poder, ok. Têm todo o meu respeito esse pessoal aí. Assaltos, expropriações, seqüestros, assassinatos -- hum, fica difícil defender qualquer posição política assim. Pra não dizer impossível.
Aliás, o nome já diz: resistência à ditadura, não à sociedade. Mas é melhor não mexer nesse vespeiro, né, e ficar só no "fomos heróis".
> José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte.
[4]
Ok. Serra é de esquerda então? Tá tudo bem agora?
> Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas.
[4]
Gabeira deixou de ser traidor da causa então? Não é mais "lacaio da direita", como já ouvi falar?
> A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.
[10]
Engraçado esses caras. Vivem falando que a ditadura foi imposta pelos EUA, mas na hora de retirar a ditadura, quem fez foi a luta armada. Não foi o próprio governo que deixou + a Igreja + sociedade civil + MDB + EUA determinando ... que pressionaram o governo. Foram só os jovens que "lutaram".
Mas veja bem, a Dilma não lutou. Devia ser então "caixa" do grupo. Ou entregava panfletos. Ou...
Decidam-se.
Se bem que essas coisas de "ah, foi terrorista" é meio coisa de troll, né? E os petistas caem DIREITINHO, porque dá aquela vontade no peito de dizer "fui sim, e daí?". Existiu um negócio chamado "anistia" -- é só lembrar disso e BOLA PRA FRENTE. Isso não importa.
> 6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.
> Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas
que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou
do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate
a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O
governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência
social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família.
[4]
Lembra daquele papo dicotômico de antes? Pois é.
A própria Dilma, meses atrás, disse no exterior que a herança do FHC foi essencial. Mas daí o que importa é demonizar, né?
> De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do
governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.
"De qualquer maneira, a ditadura acabou, portanto as 'lutas' foram irrelevantes". Legal esse argumento, né? Dá pra usar em qualquer parte!
> 7. “Serra vai moralizar a política”.
> Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista – no qual
José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC – foram
inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde,
comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela
“Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado
para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso
aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da
história do país.
[9][10][8][6][5][4][2]
Governo tucano-pefelista, sem PMDB. É.
> Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI,
Foi, inclusive muitas provocadas pelo PT. O que é louvável.
Tiveram algumas CPIs que não foram iniciadas por grandes acordões no governo atual. Mas tá tudo bem. 91% de aprovação. Continuemos.
> O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal.
[2]
Decidam-se: ou existiu mensalão ou não existiu.
> O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”.
Tinha o Aécio, né, mas esse ninguém se lembra mesmo.
> Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra.
Na época apoiava sabe-se lá quem, né? Afinal de contas ninguém quer ser traído.
> Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra
poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma,
ao contrário.
Veja que há algo implícito aqui: o governo atual também é corrupto, então escolha pela menor corrupção. É a nova dicotomia: "nova corrupção x velha corrupção"; "nova corja x velha corja". Que é a mesma corja.
> 8. “O PT apóia as FARC”.
> Argumento falso.
Esse não lê jornal. Daqui a pouco o PT não apóia o Irã, não apóia o Evo, não apóia o Chávez, não apóia a Coréia do Norte.
> A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários
países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da
diplomacia, o da auto-determinação dos povos.
Honduras feelings.
> Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o
rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais,
por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?
Há, mas esse camarada aí não lê jornal. Ou anda lendo muita Carta Maior.
> 9. “O PT censura a imprensa”.
> Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a
oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa.
Antiga imprensa == Veja, da Abril, que foi fundada em 1650, aproximadamente. Decidam-se.
> Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de
Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição
oposicionista (sic) deste país”.
[2][1][3][5]
> Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do
> governo Lula.
A lei não permite, que pena né?
- O caso Larry Rother, por ter citado os hábitos etílicos do Paizinho dos Povos.
- O caso "filho do Sarney".
- CQC.
- Teve aquela vez em que o pessoal da Veja quase apanhou. Essa eu esqueci de como foi, mas lembro que na época até achei engraçado -- nota [3] pra mim :D
- Propostas absurdas da confecom (algumas, admito, são interessantes -- um relógio quebrado acerta duas vezes a hora num dia).
- Aquele aviso do Marcelo Madureira que deu no Youtube (não é parâmetro, mas é uma tentativa).
- Aquele caso recente onde os dados de pesquisadores do governo foram retirados porque não apresentavam a realidade Mediciana que se apregoa por aí.
- Caso 45 Anos do PSDB, quer dizer, da Globo. Puxa, era propaganda subliminar mesmo, agora associo qualquer 45 ao PSDB, hahahaha.
- O affair "TV Brasil". Que ninguém deu muita bola, porque ninguém assiste.
Tem muito mais coisas aí. Fica feio negar essas coisas.
> O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre
tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os
países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.
> 10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito
> bem do Serra”.
> Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.
[3]
Para o observador atento, a Dilma já faz um bom estrago sozinha.
- Tosquices da campanha.
- Mentiras sobre a titulação.
- Esquemas de dossiês.
- 'personal twitteiro' muito louco.
- etc.
Que eu tenho notado, aliás, a imprensa (tirando a Veja, por óbvio) está sendo bem complacente com a candidata da Nomenklatura.
> (1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.
[6]
Aqui a picaretagem engrossa.
> Geração de empregos:
> FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões
Sem considerar um país falido, né? Sem considerar a entrada da população que nasceu nos anos 80 (ligeiramente mais qualificada pelo acesso à educação básica) no mercado de trabalho, né?
> Salário mínimo:
> FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
Alô inflação? Alô desvalorização do Real? Alô meu frango que custa pelo menos 4 vezes mais?
> Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
> FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
É verdade que houve mobilidade social, mas não tanta: algumas dessas pessoas já nasceram em famílias não-miseráveis; decidiram trocar os parâmetros que definem o que é ser de classe média (maquiagem de estatística); etc.
> Risco Brasil:
> FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos
Viva a reeleição, né? Não era bom ter alternância no poder? Ou na época valia a alternância na base do "fora FHC"?
> Dólar:
> FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78
Esqueceram tudo.
- Dilma e Serra não foram presidentes. O Serra nem vice do FHC foi. De onde saiu que o Serra é responsável pela economia da época do FHC? Semiótica feelings.
- Esqueceram que o dólar na época do FHC chegou a ser pior, quase a R$ 4 (ou passou de 4? Nem lembro).
- Também esqueceram que o dólar na época do Lula subiu horrores, o Euro também.
- Também esqueceram que o dólar ficou um certo tempo em paridade na época do FHC, o que foi duramente criticado pelos petistas (é criticado até hoje, mas só quando eles querem).
- É conveniente esquecer que a política econômica é a mesma, e o risco Brasil só caiu porque decidiram prosseguir com a mesma política.
> Reservas cambiais:
> FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.
Embora seja boa parte de culpa da administração FHC, lembremos que o Brasil tava desgraçado antes também.
> Relação crédito/PIB:
> FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%
Ai ai ai. Deix assim.
> Produção de automóveis:
> FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%
Como se fosse uma boa coisa. A poluição aumenta, os congestionamentos aumentam, o crime aumenta, a dependência do petróleo aumenta...
Vem cá, essa galera do PT é de esquerda mesmo?
Reclamam da Exxon, da BP -- mas estão aí, apoiando qualquer coisa que a Petrobras faça. Inclusive tecem loas ao pré-sal, troço duvidoso que só, que vai dar resultado só quando eu for aposentado (i.e., nunca).
Consistência == nenhuma.
Adoro quando vêm com esses papinhos de que a economia vai bem, e que o welfare state brasileiro é o que há. Não se fala em propostas reais, que é o planejamento de longo prazo, melhorias reais na educação, ajuste fino do funcionalismo público. Nada. É só falácias sobre economia, e como o importante, na prática, era ser melhor que o FHC. Vão carpir.
> Taxa de juros:
> FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%
A Dilma abaixou os juros? Sendo que não está só em 10,75% hoje, dia 30/7.
Sobre a citação do Elio Gaspari, fica pro leitor o jogo dos 7 erros, em contato com a realidade.
Não se engane. De qualquer lado do finado "espectro" político, você vai ouvir a mesma ladainha. Essa foi uma das mais icônicas que achei, porque denota exatamente como funciona o pensamento binário desse pessoal dito "progressista".
Em tempo, vote TONIOLO.